Aquela vontade imensa de viajar o mundo, colocar a vida na mochila e partir em direção a um novo destino.

Por mais que pareça repetitivo, quando essas sensações batem seu corpo e dominam a mente é o momento de começar a pensar na próxima viagem e a dica de hoje é um mochilão pela África do Sul.

Lindo por do sol na África do Sul… Difícil esquecer!

Então, leia este artigo até o final, porque você vai descobrir como fazer um mochilão inesquecível pela África do Sul. Preparado (a)? Então vamos nessa…

Por que fazer um mochilão pela África do Sul?

O continente africano é um território pouco explorado, muito estigmatizado e cheio de conceitos que muitas vezes não se sustentam.

Comum imaginar um mochilão pela África do Sul como desbravar um local de miséria absoluta, onde as pessoas vivem de forma primitiva e sem muitos recursos ou possibilidades.

Se você pensa dessa forma, te digo que tem nações que pensam a mesma coisa do Brasil e nossa realidade não é bem essa.

Então esqueça tudo que você imagina saber sobre o país de Mandela e vem descobrir o que há de maravilhoso para fazer em um mochilão pela África do Sul.

O que você precisa saber para fazer um mochilão pela África do Sul

Um mochilão pela África do Sul possibilita uma nova visão de sociedade, com um roteiro inusitado e surpreendente, um povo caloroso e belíssimas paisagens. Veja até o final, e entenda tudo o que estamos querendo dizer…

1 – Transporte

Para fazer um mochilão pela África do Sul, o país oferece um sistema de transporte que é um facilitador para qualquer mochileiro.

A África do Sul oferece um sistema de transporte que é um verdadeiro facilitador para qualquer mochileiro.

O Baz Bus é um serviço único, que integram 180 hostels em 40 cidades diferentes na África do Sul. Basta comprar um bilhete para o seu destino final e entrar e sair quantas vezes quiser, onde quiser.

O ponto de parada é sempre na porta do hostel, o que facilita ainda mais o transporte. Você pode comprar bilhetes com tempo indeterminado ou limitar o período de uso, assim como pode incluir entradas no Wildlife Safari & Adventure Tour.

O percurso é entre Cape Town e Johannesburg, com paradas ao longo da costa, operando em ambos os sentidos.

As opções de cidade podem ser um fator contra, se você pretende conhecer alguma que não faz parte da rota, mas você pode desembarcar numa cidade próxima e de lá conhecer o destino que planejou.

Os veículos não são de alto luxo, mas confortáveis com TV a bordo e DVDs, além de trailers capazes de transportar pranchas de surf e bicicletas (para esse tipo de transporte é necessário um aviso prévio).

Perfeito para viajantes que querem conhecer pessoas de todo o mundo e que compartilham do mesmo espírito aventureiro.

2 – Hospedagem

As hospedagens para mochileiros muitas vezes são bem básicas, porém nós já estamos acostumados com isso.

Excelentes hospedagens para mochileiros.

Contudo, para um mochilão pela África do Sul o padrão de acomodação é surpreendentemente alto. A grande maioria dos albergues é classificada com três e quatro estrelas, mas há também locais de cinco estrelas, entre eles alguns premiados internacionais.

São alojamentos que atendem ao chamado ‘flashpacker’, jovens mochileiros que viajam o mundo com seus iPads, smartphones e laptops, e desfrutam de acomodações confortáveis, onde eles podem ficar conectados.

Os hostels ‘flashpacker’ estão localizados por todo o país, com quartos duplos e de casal, com banheiro privativo, espaçosas áreas de entretenimento comuns com lareiras interna, instalações ao ar livre, piscinas, televisão por satélite e acesso Wi-Fi.

Eles incluem Nothando Backpackers Lodge em Plettenberg Bay, Amphitheatre Backpackers no Drakensberg, 33 South Boutique Backpackers em Cape Town, Tsitsikamma Backpackers em Stormsriver e SaltyCrax Backpackers Surf Lodge em Cidade do Cabo.

Esses hostels possibilitam aos seus hospedes participarem em projetos de sensibilização da comunidade apoiados pelos albergues.

Isto proporciona oportunidades para mochileiros que são, então, capazes de interagir com a população local e, em alguns casos, com a vida selvagem.

Alguns albergues são voltados para atividades de aventuras específicas, tais como surf ou safáris. Isto, combinado com o conselho de amigo sempre na oferta de funcionários da hospedaria, oferece aos viajantes independentes a liberdade de explorar com segurança África do Sul como e quando querem.

3 – Bagagem, o que levar?

Todo bom mochileiro sabe que sua viagem está segura e encaminhada se sua mochila estiver bem preparada.

Saber o que levar dentro de sua mochila, pode garantir um mochilão muito confortável.

Para um mochilão pela África do Sul um item indispensável é um casaco corta vento impermeável com capuz.

O vento é um fator presente em grande parte da viagem e pode ser doloroso em alguns momentos como a subida ao Sentinel Peak ou nos dias de chuva.

Faz bastante frio de noite em Johanesburgo, devido à altitude. E roupa é um utensílio que deve ser bem atendido nesse mochilão, não dá para generalizar o clima e levar um tipo único de roupa, precisa equilibrar entre todas as variações climáticas.

Em Cape Town, por exemplo, você poderá usar desde biquíni ao fleece no mesmo dia. Echarpe, blusa x-thermo, calça-bermuda, camisetas e roupas fresquinhas são essenciais durante toda a viagem.

Bota de trilha, havaianas e sapatilha servem para todas as ocasiões. A dica é levar roupas para usar durante uma semana e lavar no banheiro ou na lavanderia do hostel.

Itens que não podem faltar lanterna, cadeado, bastão para subir montanhas, toalha de microfibra, porta passaporte de cintura e saco estanque para guardar a roupa suja ou usar como balde na hora de lavar.

Em relação a itens de higiene, uma boa dica é usar potes menores e mais fáceis de acomodar do que as embalagens originais, mesmo que comportem uma quantidade menor.

Caso acabe, é melhor comprar no local do que carregar grandes embalagens. As tomadas na África do Sul possuem uma entrada que não é compatível com carregador universal, nem adianta levar. No hostel sempre há para empréstimo, mas aconselho comprar um em qualquer mercado de esquina.

4 – Documentos

Brasileiros não necessitam de visto até 90 dias (turismo e/ou negócios). É necessário apresentar o passaporte com validade de até um mês da data de retorno ao Brasil e que possua ao menos uma página em branco.

O ideal é sempre se informar bem, antes de poder dar início ao seu mochilão.

Essencial a apresentação do CIV (Certificado Internacional da Vacina) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. Maiores dúvida consultar a Embaixada da África do Sul.

5 – Dinheiro

A moeda da África do Sul é o Rand.

A moeda da África do Sul é o Rand.

Vale a pena trocar real por rands ainda no Brasil. Trocar dólar na África do Sul pode ocasionar na mesma conversão e fazer você pagar por mais taxas e enfrentar grandes filas nos bancos. Cartão de crédito é aceito em todos os lugares e você pode usar o saque direto no débito quando precisar.

6 – Comida

Os pratos são muito parecidos com o Brasil e tem uma forte influência britânica que é o Fish and Chips. Os pratos típicos são variações de fritura, frutos de mar deliciosos e carnes saborosas.

Comida a base de frutos do mar

Braai é o churrasco sul africano semelhante à parrilla uruguaia ou argentina. Vale experimentar carnes mais exóticas como avestruz e springbox (tipo de veado).

Ou a carne mais consumida pelos locais que é o biltong, pacotinho vendido como snack. Encontra-se em qualquer mercado e lembra muito carne seca temperada.

Os preços das comidas são acessíveis inclusive em restaurantes mais sofisticados. Suco natural não existe como conhecemos, é sempre de caixinha ou garrafa.

Antes de seguir para o próximo tópico, permita-nos te apresentar alguns artigos bem interessantes sobre outros destinos para se fazer um mochilão inesquecível.

1 – Mochilão na Indonésia: o maior arquipélago do mundo

2 – 7 dicas de como ser um mochileiro na Oceania

3 – Tudo que você precisa para um mochilão na Ásia

7 – Segurança

A atenção com a segurança deve ser a mesma empregada em qualquer cidade do Brasil. Há assalto, violência e furto.

Tem gente pedindo dinheiro, moradores de rua e jovens perambulando pelas ruas em bandos. Apenas ficar atento e buscar informações no hostel sobre lugares que deseja ir, principalmente a noite.

8 – Idioma

A língua mais falada, utilizada nas sinalizações pelas ruas, nos informativos, jornais e revistas é o inglês.

Inglês como uma das línguas oficiais.

O que facilita muito a interação com os locais. Mas não se surpreenda se ouvir expressões ou diálogos em uma língua completamente diferente. Na África do Sul existem 11 idiomas oficiais e é comum ouvir locais se comunicando em zulu, africâner ou xhosa.

O que conhecer fazendo um mochilão pela África do Sul

A grande maioria dos viajantes determina Johanesburgo e Cape Town, estendendo a Kruger Park, como seus destinos na África do Sul.

São locais incríveis e que deve estar sim no roteiro, mas esse país é muito mais que esses pontos turísticos e merece ser bem explorado por um mochileiro aventureiro como você.

Garden Route da África do Sul

Uma das grandes opções é conhecer a Garden Route, uma estrada cheia de belíssimas surpresas.

A Garden Route estrada cheia de belíssimas surpresas.

A principal rodovia que atravessa a Garden Route é o trecho N2 que vai de Heidelberg, no Cabo Southern para Storms River Village, na fronteira do Cabo Oriental.

Cidades  que merecem uma parada são Mossel Bay, Knysna, Storms River, Jeffreys Bay, Calitzdorp, Sedgefield, The Wilderness e Plettenberg Bay.

O Park Garden Route Nacional liga as florestas antigas do parque Tsitsikamma National e o litoral selvagem de Wilderness National Park através de uma cadeia de lagos e partes preservadas da Fynbos, é uma mistura fascinante e encantadora de ecossistemas. Este parque também é famosa por suas isoladas e paradisíacas baías.

Victoria Falls

Victoria Falls, ou Mosi-oa-Tunya é uma cachoeira no sul da África no rio Zambeze , na fronteira da Zâmbia e Zimbabwe.

Cachoeira no sul da África no rio Zambeze, na fronteira da Zâmbia e Zimbabwe.

Victoria Falls é classificado como a maior cachoeira, com base na sua largura combinada de 1,708 metros e altura de 108 metros resultando em maior lençol de água caindo do mundo.

Ao contrário dos parques florestais, Victoria Falls tem mais visitantes do Zimbabué e Zâmbia que de turistas internacionais.

A atração é acessível por ônibus e trem, e por isso é relativamente barato para chegar.

Ambos os países permitem os turistas realizarem passeios de um dia através da fronteira para ver as Cataratas de ambos os pontos. As regiões em volta das cataratas formam parques para visitação.

Os parques nacionais contêm abundante vida selvagem, incluindo populações consideráveis de elefante, búfalo, girafa, zebra e uma variedade de antílopes. Leões katanga, leopardos africanos e chitas só são vistos ocasionalmente.

Macacos e babuínos são comuns. O rio acima das quedas contém grandes populações de hipopótamos e crocodilos. Elefante-da-savana atravessar o rio na estação seca em determinados pontos de passagem.

Kruger Park

Parque Nacional Kruger é uma das maiores reservas da África e como já falamos nesse post é o local ideal para fazer um safári.

Elefantes no Kruger Park, eis aqui uma das maiores reservas da África.

Abrange uma área de 19.485 quilômetros quadrados e os centros administrativos estão em Skukuza. As áreas do parque foram primeiramente protegidas pelo governo da República Sul-Africano em 1898, e tornou-se primeiro parque da África do Sul em 1926.

O parque tem nove portões principais que permitem entrada para os diferentes campos. O clima do Parque Nacional Kruger é subtropical. Dias de verão são úmidos e quentes, com temperaturas muitas vezes acima de 38 °C.

Mesmo com uma flora exuberante, formando cenários cinematográficos, a grande atração do parque é a fauna, composta por aves, répteis e será seu encontro com leões, elefantes, leopardos, chitas, girafas e cudo.

Antes que você saia compartilhando o nosso conteúdo, deixa a gente te mostrar um vídeo bem interessante sobre a África do Sul: