Em 2016 a OMS (Organização Mundial da Saúde) registrou o afastamento de 75,3 mil trabalhadores diagnosticados com quadro de depressão no trabalho. Atualmente, estima-se que 5,8% da população possuem a doença, o que leva o Brasil a figurar em quinto lugar, como um dos países com maior número de pessoas com depressão.

A depressão não possui uma única causa, mas o trabalho é certamente um dos principais pilares na vida de um cidadão-padrão. Se ele não tiver como fonte de prazer outras relações saudáveis e outros meios em que possa se fortalecer emocionalmente – a tendência é sucumbir aos efeitos da doença, e consequentemente o afastamento do trabalho, pelo INSS ou não.

O afastamento do trabalho é viável desde que seu quadro clínico seja grave, o tornando apto a receber benefício por incapacidade decorrente atividade profissional ou ainda pleitear indenização na Justiça do Trabalho quando a doença é adquirida no emprego.

Qualquer doença profissional desenvolvida durante o exercício laboral pode gerar um afastamento de 15 dias. Superado esse prazo passa a gerar o direito de obter benefícios como o auxílio doença. Se a incapacidade constatada pelo perito for permanente será concedido então, a aposentadoria por invalidez.

Constatado que uma incapacidade fora adquirida no trabalho, o colaborador pode chegar até a aposentadoria por invalidez.

Dados da OMS revelam que em até 4 anos a depressão será a doença que mais incapacitará no  mundo. Segundo o Psicólogo e Psicoterapeuta corporal Fábio Caldeira, deve se considerar a  estrutura psíquica do sujeito e seu repertório para lidar com determinadas situações. Pois  cada possível causa, pode ou não ser um desencadeador de depressão.

Porém os fatores que levam a doença, que ele mais observa são: excesso de trabalho, repressão, abuso, falta de liberdade e criatividade, sentimento de inutilidade, perseguição, falta de reconhecimento, depreciação, sensação de não pertencimento ao lugar físico, a profissão, situações de humilhação e trabalhos repetitivos.

Alguns sintomas da depressão no trabalho:

– Diminuição parcial ou total do prazer e entusiasmo pelas atividades realizadas.
– perda ou ganho de peso significativas
– dores de cabeça
– fadigas contínuas
– estresse e ansiedade
– alterações de humor e humor deprimido
– A pessoa se sente inútil
– distúrbios do sono
– isolamento social
– sensação de incompreensão
– pensamentos suicidas

Vale a pena se para ganhar mais no final do mês?

O trabalhador comum, normalmente segue a rotina de acordar cedo, enfrentar um trânsito pesado até seu local de trabalho, no qual já chega estressado, cumpre uma série de tarefas que normalmente são “mais do mesmo” e não apresenta desafios.

No final do expediente retorna para casa exausto fisicamente e mentalmente sem disposição para curtir a família, os amigos ou praticar um hobby qualquer. Falta-lhe tempo hábil de repouso.

A rotina diária, junto com as diversas atribuições diárias, podem te trazer exaustão ao final do dia.

Chega o final do mês, àquele amontoado de faturas e despesas a pagar e um salário que mesmo acrescido de horas extras e adicionais noturnos, não supre suas necessidades financeiras.

As leis trabalhistas determinam que o trabalhador terá uma jornada de trabalho até 44 horas semanais. Quando essa jornada  ultrapassa o limite permitido, o empregador tem que pagar um adicional de 50% sobre a hora.

Quando se trata de adicional noturno o que importa é o período em que são desempenhadas as funções. O adicional noturno também conhecido como hora extra noturna será devido entre as 22 horas e 5 horas da manhã.

Um empregado que desempenha sua função em regime extra, receberá o salário do mês, mais 50% de hora extra sob seu valor hora/trabalho. Se estas horas forem noturnas, devem ser pagas hora extra noturna – que correspondem respectivamente à hora trabalhada + adicional noturno de 20% mais 50% da hora extra.

Excesso de trabalho x produtividade x depressão

A prisão moderna a qual boa parte das pessoas se sujeita no seu dia-dia profissional, acaba por gerar, pessoas sem ânimo, estressadas e sem perspectivas. Falta tempo e principalmente liberdade de autonomia para guiar própria vida.

Entenda mais esse cenário no vídeo do criador do movimento Freesider, Fagner Borges:

Segundo Fábio Caldeira,  se o desempenho for mantido à custa da saúde emocional e psicológica do indivíduo, e o trabalhador não tiver um bom período de repouso e tempo para dar atenção às demais áreas da vida, pode perder a inspiração para realizar suas funções ficando gradativamente mais desmotivados.

“As atividades passarão a ser realizadas como um fardo e com o esforço exaurindo cada  vez mais, a capacidade de responder de forma produtiva”, completa o psicólogo.

A perda da produtividade é só o começo da ladeira. Quem não consegue interromper o ciclo de insatisfação com o trabalho e consigo mesmo pode colocar a própria vida em risco, ao colecionar danos ao psiquismo.

Geralmente os afetados são os últimos a perceber a situação crítica em que se encontram. Ninguém se esgota da noite para o dia, e quando menos se esperam já estão postergando a viagem dos sonhos, o cinema, a partida de futebol em prol do trabalho. “terapia não é só para pessoas adoecidas, é preciso desmistificar isso.” Avalia Caldeira.

Depressão no trabalho

Você com certeza já ouviu falar no mito de que ser multitarefa é uma das qualidades mais desejadas em um profissional eficaz, mas não lhe ensinaram a fórmula mágica para multiplicar o tempo. Uma pesquisa veiculada pela revista exame, por exemplo, apontou que fazer mais de uma atividade por vez pode reduzir a capacidade cerebral em até 40%.

Esse estigma do profissional multitarefa precede uma geração de workaolics – os trabalhadores compulsivos. E esse desejo obsessivo de trabalhar,  exercido em detrimento do resto (saúde, socialização…) tem levado muitas pessoas a consultórios de analistas, grupos de auto-ajuda, e não é atoa, pois ela pode matar.

O excesso de trabalho pode matar.

Um estudo realizado recentemente pelo governo japonês descobriu que um quinto da força de trabalho do país corre risco de morte por excesso de trabalho. Apesar de não ser algo reconhecido oficialmente como doença pelo Manual de Distúrbios Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, a instituição reconhece seus efeitos na saúde.

É possível relacionar as tendências de trabalho em excesso e outros distúrbios psiquiátricos como síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo, ansiedade e a própria depressão.

Dez sinais indicativos de vício no trabalho:

1 – É o primeiro a chegar, e o último a sair.
2 – Você sente falta do trabalho durante as férias
3 – Sua vida pessoal está em segundo plano
4 – Ser demitido parece o fim do mundo
5 – Seu celular não para de tocar,  recebe recebendo e-mails ou ligações do trabalho constantemente – e pronto para responder a qualquer momento
6 – Sempre que possível trabalha nos seus momentos de descanso.
7 – Sonha com o trabalho.
8 – Você não tem mais tempo para curtir a vida, pois está sempre cansado por conta do trabalho.
9 – Você passa a sair mais com os colegas de trabalho do que com seus verdadeiros amigos
10 – Considera ser um elogio, ser tachado de viciado em trabalho.

Mas como o trabalho se torna algo ruim, a ponto de causar depressão?

Se ao terminar o expediente  a vontade de sair correndo e abandonar tudo o mais rápido possível para se livrar do trabalho maçante a qual é submetido todos os dias for uma constante. Cuidado! Trabalho é coisa séria, mas a saúde e a felicidade também é.

Depressão não  é uma frescura, tanto que carrega a alcunha de mal do século. As motivações que a fazem surgir podem ser bem mais complexas e antigas do que se pensa. Como explica Fagner Borges nesse vídeo:

Tratamento, como superar a depressão?

Fábio Caldeira salienta que é muito importante que a pessoa que esteja passando por tal situação busque apoio emocional, de um parceiro, amigos, família e um profissional especializado.‘’Se houver abertura sincera é possível ser de grande valia colocar de forma profissional as insatisfações que estejam ocorrendo para seus supervisores ou colegas de trabalho, de preferência assim que começarem os incômodos, impedindo que o desconforto emocional se torne uma bola de neve.”

Depressão não é nada fácil, mas ela pode ser superada!

Dependendo do nível do quadro e do tempo que já está se manifestando pode ser necessário a ajuda de um psiquiatra e até a utilização de algum medicamento que ajude o então paciente, a se reorganizar e receber um atestado para no mínimo um afastamento temporário do ambiente que está potencializando o quadro.

O acompanhamento psicológico irá dar suporte e ajudar compreender quais mecanismos internos que permitiram que a pessoa se colocasse em situação de vítima das circunstâncias, convocando a auto responsabilidade e consciência, ajudando a se empoderar e enfrentar as situações a partir dali, com outra perspectiva.

Inclusive avaliando se o local de trabalho é de fato saudável, quais são as alternativas de enfrentamento para lidar com as situações adversas de forma mais objetiva? A insatisfação não alarma e normalmente aparece quando algum problema vem à tona.

Uma pesquisa feita pela Isma Brasil (Internacional Stress Management Association) mostrou que 72% das pessoas estão insatisfeitas  com o trabalho.

Por isso, descobrir o que se gosta e fazer é o princípio do sucesso. Uma pessoa realizada no trabalho cria uma base tão forte de auto valor que dificilmente entra num quadro depressivo. Cada dia irá acordar com um propósito a ser conquistado.

Desafios poderão existir, e nesta situação a solução é nunca deixar que as coisas cheguem a um nível crítico. Não é vergonhoso mudar de ares, nem tampouco buscar ajuda profissional. Pelo contrário, a que se considerar um alto nível de coragem. Pergunte a si mesmo, o que te move? E mova-se.

Tenha um propósito no trabalho

Ter um propósito é assumir o controle da própria vida, criando um objetivo, uma meta a alcançar que o possibilite chegar a onde deseja se estabelecer profissionalmente. Ao encontrarmos um propósito todo o trajeto percorrido até ele não será algo penoso e trará satisfação e outros benefícios.

O trabalho deve servir ao nosso propósito e viabilizar conquistas dentro e fora dele. Acredite, é possível trabalhar de forma mais inteligente, produzindo mais em menos tempo e ficar contente e surpreso ao ganhar dinheiro, inclusive enquanto passeia com a família, considerando o estilo de vida Freesider de se viver.

É possível trabalhar de forma mais inteligente, produzindo mais em menos tempo.

Seja cooperativo, apresente ideias,  informações novas, se interesse por outros assuntos fique alerta às oportunidades e aprenda mais. Lembre-se que o propósito de todo trabalho é gerar lucro. Mas e o seu propósito, qual é?

O emprego representa as seus anseios e desejos materiais e emocionais. Procure Fazer dele um instrumento de liberdade. Um bom exercício é se imaginar como e onde gostaria de estar daqui a cinco anos.

Por fim, cuidado com as zonas de conforto, elas costumam sufocar potenciais de sucesso. Não se limite, comece agora o seu percurso rumo a felicidade. Recomendamos que você participe do evento online e gratuito a Jornada da LiberdadeClique na imagem abaixo:

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