O mapa da empatia é uma ferramenta necessária para qualquer tipo de negócio. Pode ser uma empresa grande ou pequena e pode até ser para quem trabalha de casa. O mapa da empatia é a ferramenta usada para conhecer melhor os clientes e que ajuda a identificar os caminhos que o produto ou serviço vai percorrer até chegar ao público final. Por isso, você não pode deixar de fazer um mapa da empatia. E, até o final desse texto, ele vai estar pronto!

Qual o objetivo do mapa da empatia?

São muitos os fatores que influenciam os hábitos de consumo das pessoas. O grau de instrução, a região onde mora, quanto ganha por mês, idade, estrutura familiar… Tudo isso faz (muita) diferença na hora de definir uma compra. Porém, apesar de influenciarem no hábito de consumo, esses fatores sozinhos não são suficientes. Existem outros fatores que, eu diria, são tão importantes quanto todos esses outros somados: os sentimentos.

A maneira como uma pessoa se sente em relação a uma marca ou um produto é essencial para criar uma relação e, consequentemente, gerar uma compra. Por isso, é importante mapear esses sentimentos e entender como eles podem influenciar no crescimento do seu negócio. Afinal, se o seu objetivo for atrair consumidores através dos sentimentos, o se negócio está no caminho certo para o sucesso.

E o mapa da empatia é a ferramenta certa para analisar esses sentimentos e transforma-los em soluções para as suas vendas.

Crie agora o seu mapa da empatia

Criar o seu mapa da empatia é entender quais os hábitos de consumo do seu público-alvo. Como ele se comporta? Quais os seus objetivos? O que ele sabe? O que ele faz? Com quem ele convive? Essas e muitas outras perguntas serão respondidas durante o processo de criação do mapa da empatia do seu negócio. Por isso, é necessário ter bem definido quem são as pessoas que você deseja atingir.

Então vamos começar, sem enrolação. Pegue papel e caneta e siga os passos abaixo.

1) Crie uma persona

Antes de começar, é necessário criar uma persona. Ou seja, é necessário definir quem é o seu cliente ideal.

Se o seu negócio já está funcionando e atraindo clientes, esse pode ser um banco de dados interessante para a sua pesquisa. Afinal, se você já possui clientes ativos comprando no seu negócio, é só fazer um levantamento de quem são essas pessoas.

Para isso, é necessário ter uma audiência mínima viável. Isto é, uma base de pessoas que têm ou tiveram contato com a sua marca e que possam servir como exemplo para definir um perfil geral. Um bom lugar para encontrar essa base de pessoas é através das redes sociais, analisando os seguidores da sua marca. Mas não se prenda só a isso, utilize todos os dados que estiverem disponíveis para você. E-mail, comentários em posts, compartilhamentos, etc.

Nesses momentos, todo tipo de dados é importante para a sua pesquisa. Com esses dados em mãos, já é possível criar a persona – um personagem fictício que tem nome, idade, características psicológicas e que representa aquele grupo de pessoas que é atraído pela sua marca – que vai ser o foco do conteúdo do mapa da empatia.

Não se esqueça de dar um nome à sua persona e realmente definir a personalidade desse personagem.

Com a persona criada, chegou a hora de estruturar o seu mapa da empatia.

2) Separe os quadrantes

Primeiramente, faça a separação do espaço em quadrantes para começar o seu mapa da empatia. Cada um deles deve corresponder a uma categoria. Elas são:

  • O que pensa e sente?
  • O que ouve?
  • O que vê?
  • O que fala e faz?

Depois, em espaços separados:

  • Quais são as dores?
  • Quais são as necessidades?

3) O que ele vê?

Agora, com os quadrantes divididos no papel, chegou o momento de começar a preencher cada um deles. Ou seja, coloque-se no lugar dos seus clientes e tente simular a maneira como ele se relaciona com o mundo. É o momento de colocar a sua empatia em jogo, afinal, só com uma boa dose de compreensão é possível enxergar o mundo pela visão de outras pessoas. Isso exige esforço e dedicação, mas você tem todas as condições de fazer um bom trabalho.

Por isso é importante ter uma persona bem definida, daqui pra frente ela vai ser essencial.

Finalmente, preencha o 1º quadrante. Pense pela perspectiva do seu cliente ideal: o que ele assiste na TV? Quais redes sociais ele usa? Quais sites ele acessa? Onde ele vive? Quem são seus amigos? O que ele gosta de ler? Como é o mundo que ele vê?

Coloque todas essas respostas no papel, no quadrante da visão.

Estude seu público-alvo para conseguir criar um bom mapa da empatia
Estude seu público-alvo para conseguir criar um bom mapa da empatia

4) O que ele ouve?

Nessa etapa, tente pensar um pouco além do que apenas a sua persona ouve de fato, como músicas ou rádio. Tente pensar em como essas informações a influenciam. Ou seja, que tipo de informação ela recebe dos amigos e dos meios de comunicação. Também procure encontrar quais assuntos são mais importantes para ela.  E, principalmente, qual grau de importância ela dá para esses assuntos e como ela se comporta em relação a isso.

Uma dica poderosa é: pense em que universo a sua persona está inserida e com que tipo de pessoas ou meios de comunicação ela mais se relaciona. Essa pode ser uma boa fonte de informações para essas perguntas.

Preencha o quadrante com as resposta do tipo: O que as pessoas falam para essa persona? Quem são as pessoas que falam com ele? Quem ele gosta de ouvir? Quais meios de comunicação ele mais gosta de ouvir? Quem ele considera como ídolos?

5) O que pensa e sente?

Esse quadrante será preenchido com as questões relacionadas à maneira como a sua persona se sente no mundo. Tente imaginar a rotina dela e procure reconhecer os pontos que trazem satisfação e também os que incomodam. Busque identificar as situações que trazem alegria e os que causam chateação. Enfim, procure entender a rotina do seu cliente ideal e como ele se sente em relação às questões do mundo que o cercam.

Responda a perguntas como: Quais as preocupações? Como ele se sente em relação ao mundo? Feliz? Triste? Preocupado? Então, como ele age diante desses sentimentos? Quais sonhos ele tem?

6) O que faz e fala?

Tente também perceber como essa persona se comporta diante dos acontecimentos à sua volta. Procure identificar a maneira como ela reage às situações, quais discursos ela tenta transmitir e quais praticas ela leva adiante.

Além disso, busque também saber como o seu cliente quer ser visto pelos olhos das outras pessoas. Ele quer parecer descolado? Saudável? Responsável? Enfim, todas essas visões influenciam na maneira como essa pessoa consome produtos e serviços.

Logo, pode ser que exista uma oportunidade para o seu produto ou serviço aí! Portanto, busque essas informações e responda a essas perguntas: O que ele costuma falar? Quais discursos mais o interessam? Quais atividades ele pratica? Quais os seus hobbies? Como ele age diante do mundo à sua volta?

7) Quais as dores?

Dos muitos sentimentos que influenciam os nossos hábitos de consumo, medo e dúvida são dois dos que mais têm força. Isso porque buscamos no modo de consumo uma maneira de aliviar esses sentimentos. Ou seja, se temos medo de que o nosso consumo esteja gerando poluição e natureza, vamos buscar produtos sustentáveis e marcas com consciência ambiental. Ou seja, esse medo pode acabar refletindo em diversos âmbitos do consumo, da alimentação ao meio de transporte que usamos no dia a dia.

Por isso, esse tópico tem um espaço especial no seu mapa da empatia e é tão importante. Por isso, tente responder às perguntas: Do que ele reclama? Quais problemas ele tem? Quais os medos e frustrações? Quais obstáculos o impedem de conseguir o que ele quer?

8) Quais as necessidades?

“Não é trabalho do consumidor saber o que ele precisa.”

Essa é uma das mais famosas frases do gênio Steve Jobs, um dos fundadores da Apple. E a frase reflete exatamente o que estamos buscando ao preencher essa etapa do mapa da empatia. Identificar o que o seu cliente ideal está querendo é uma das maneiras de saber como o seu negócio pode resolver esse problema. Ou seja, é o processo perfeito para descobrir quais oportunidades ainda podem ser exploradas e como atrair a atenção do seu público.

Lembre-se sempre: a sua marca precisa apresentar soluções para o seu cliente. Ou seja, é a sua oportunidade de surpreender!

O que ele quer? Quais seus desejos? Para ele, o que é sucesso? Onde ele quer chegar?

Usando o notebook para poder colocar o mapa da empatia em prática
Usando o notebook para poder colocar o mapa da empatia em prática

Mãos à obra! Coloque em prática seu mapa da empatia

Depois de passar por todas as etapas, finalmente o seu mapa da empatia está pronto. Com ele em mãos, você tem uma ferramenta muito poderosa para definir os rumos do seu negócio. Afinal, nele estão as principais informações do seu cliente ideal e tudo o que é essencial para ter insights.

Por isso, um mapa da empatia é tão importante. Não há maneira melhor de descobrir e compreender as necessidades de uma pessoa do que se colocando no lugar dela, vendo o mundo como ela vê e buscando sentir o que ela sente.

Além disso, é também a maneira mais fácil de descobrir como o seu produto/ serviço pode fazer parte da vida de alguém. Isso é, se o seu produto/ serviço é capaz de preencher uma lacuna de necessidade que o seu cliente tem, ele se torna essencial e é capaz de criar uma relação forte o suficiente para durar bastante tempo.

Chegar a esse patamar é o sonho de toda empresa. Entretanto, só com o mapa da empatia e o profundo conhecimento do cliente é possível se guiar por esse caminho. Por isso, com o mapa da empatia, fica muito mais fácil alcançar essas soluções ideais.

Consequentemente, essa é uma das ferramentas mais usadas nas empresas digitais. Colocando foco total no cliente, a sua marca tem mais chances de criar conteúdos relevantes e que sejam capazes de atrair, vender e fidelizar.

Conquiste seus clientes e tenha mais sucesso

Chegou a hora de colocar em prática todas as dicas que você recebeu aqui. Com dedicação e utilização correta, os clientes certos vão chegar até o seu negócio e as suas vendas só têm a crescer. Aproveite também para baixar nosso e-book com dicas para alcançar o sucesso e a sua liberdade completa.