O que o Net Love Score ensina sobre marcas amadas

O que o Net Love Score ensina sobre marcas amadas

Toda vez que uma pesquisa dessas sai, eu paro pra ler com calma. Porque no fundo ela responde uma pergunta que todo empreendedor digital devia se fazer todo santo dia: as pessoas amam a minha marca ou só compram dela porque não têm opção melhor no momento?

O que aconteceu

Segundo o Meio & Mensagem, a Ecglobal está lançando a edição 2026 do Net Love Score, o estudo que ela criou há seis anos pra medir o relacionamento entre marcas e consumidores no Brasil. A pesquisa cresceu de 33 para 36 categorias avaliadas.

O detalhe que mais me chamou atenção, e acho que devia chamar a sua também, é que pela primeira vez as ferramentas de inteligência artificial entraram na lista. Ou seja, agora dá pra medir o quanto o brasileiro conhece, usa e efetivamente gosta das marcas de IA que estão mudando a rotina de todo mundo.

Isso não é um detalhe pequeno. Significa que ferramentas de IA deixaram de ser coisa de nicho técnico e viraram parte do dia a dia do consumidor comum, a ponto de merecerem espaço num estudo sobre marcas amadas pelos consumidores. Se você lê a matéria original no Meio & Mensagem, vai ver que o objetivo do estudo é justamente entender profundidade de vínculo, não só reconhecimento de marca.

Por que isso importa pro empreendedor digital

Eu sei que dá pra olhar pra esse tipo de pesquisa e pensar “isso é coisa de marca grande, Coca-Cola, Nubank, essas paradas”. Mas o princípio por trás do Net Love Score serve pra qualquer negócio, do pequeno infoprodutor ao empreendedor que tá começando agora um curso online.

O que o estudo mede, no fundo, é a diferença entre ser lembrado e ser amado. E tem uma diferença gigante entre as duas coisas. Marca lembrada é substituível. Marca amada não é.

Quando você constrói um negócio digital pensando só em conversão, em taxa de clique, em funil, você está otimizando pra ser lembrado. Isso funciona até aparecer um concorrente com preço menor ou anúncio mais chamativo. Marcas amadas pelos consumidores sobrevivem a esse tipo de ameaça, porque o cliente não está comprando só o produto, está comprando a relação.

E tem outro ponto que eu acho essencial: a entrada da IA na pesquisa mostra que o consumidor já não separa mais “empresa de tecnologia” de “marca querida”. As duas coisas se fundiram. Isso é uma oportunidade enorme pra quem usa IA de verdade no negócio, porque o público está pronto pra criar vínculo emocional com ferramentas inteligentes, não só com pessoas ou produtos físicos.

Como usar isso na prática

Eu não fico só admirando pesquisa, eu gosto de transformar isso em ação. Aqui vai o que eu faria se fosse aplicar esse aprendizado no meu negócio amanhã de manhã.

  • Pare de medir só venda e comece a medir vínculo: pergunte pro seu público, de verdade, se ele recomendaria você pra um amigo e por quê.
  • Use a IA como parte da experiência da sua marca, não escondida atrás dela. Se você usa ferramentas como o AiPost pra criar conteúdo, deixe isso transparente, o consumidor de 2026 respeita quem é honesto sobre como usa tecnologia.
  • Revise sua comunicação: ela fala com o cliente ou fala pro cliente? Marcas amadas pelos consumidores constroem diálogo, não discurso.
  • Acompanhe categorias parecidas com a sua nesse tipo de estudo. Ver o que funciona pra concorrentes ou marcas de referência é um atalho de aprendizado que a maioria dos empreendedores ignora.
  • Trate cada interação de suporte ou dúvida como oportunidade de reforçar vínculo, não como custo a minimizar.

Se você tem uma comunidade, um grupo de alunos, uma base de clientes recorrente, isso é ainda mais fácil de aplicar. É basicamente o que eu tento fazer aqui no Freesider: cada Hot Seat, cada dúvida repetida, cada objeção que aparece vira aprendizado pra melhorar a relação com quem já está dentro. Não é sobre atrair mais gente a qualquer custo, é sobre fazer quem já está com você gostar cada vez mais de estar.

Minha opinião

Eu acho ótimo que estudos como esse estejam ficando mais sofisticados. Durante muito tempo o mercado brasileiro tratou “amor pela marca” como métrica vaga, coisa de publicitário que não converte em número. O Net Love Score, do jeito que o Meio & Mensagem descreve, mostra que dá sim pra medir isso com profundidade e comparar categoria por categoria.

Mas o que eu quero deixar bem claro pra você que empreende sozinho ou com um time pequeno: você não precisa esperar sair um estudo nacional pra saber se sua marca é amada. Você sabe olhando pra sua caixa de mensagens, pros comentários, pra quem volta a comprar sem você nem precisar anunciar de novo.

Empreendedorismo saudável não é aquele que grita mais alto, é aquele que constrói relação forte o suficiente pra não precisar gritar.

A entrada da IA nesse tipo de ranking também confirma algo que eu falo há tempo: usar inteligência artificial no seu negócio não é mais diferencial, é expectativa. O consumidor de 2026 já espera que marcas boas usem IA bem, com transparência e sem perder o toque humano. Quem trata isso como modinha vai ficar pra trás, quem trata como infraestrutura de verdade sai na frente construindo marcas amadas pelos consumidores de forma consistente.

No fim das contas, esse tipo de pesquisa é um espelho. Ela não cria amor por marca, ela só mostra quem já conquistou e quem ainda tá empurrando venda com ansiedade. Prefiro estar do lado de quem constrói relação de verdade, com calma, mesmo que isso signifique crescer num ritmo mais sustentável. É assim que eu penso liberdade de tempo: quando sua marca é amada, ela trabalha por você até quando você não está.


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Fagnêr Bórgès

Empreendedor digital e criador do Movimento Freesider. Ajudo pessoas a conquistar liberdade de tempo e geografia através de negócios digitais e inteligência artificial. Fundador da Praia Digital, criador do Start Digital, Freesider PRO e AiPost. Já ajudei centenas de alunos a tirarem seus projetos do papel e viverem do digital.