IA que Gera Valor Real: O Alerta da Publicis em Cannes

IA que Gera Valor Real: O Alerta da Publicis em Cannes

Uma das maiores holdings de publicidade do mundo chegou em Cannes 2026 com uma mensagem que ninguém esperava: chega de prometer o que a IA não entrega.

Segundo o matéria original no Meio & Mensagem, o Publicis Groupe lançou um vídeo às vésperas do Festival de Cannes Lions fazendo exatamente isso. Com humor, a peça criada pela agência Le Truc recria os discursos inflados que executivos usam para vender projetos de IA para clientes, aquelas promessas gigantes que viram pó quando chegam na execução.

Quando uma das maiores empresas do setor de comunicação do planeta vira o microfone para criticar o próprio mercado, é sinal de que algo importante está acontecendo.

O problema não é a IA. É a promessa vazia em cima dela.

Nos últimos anos, “IA e geração de valor” virou bordão. Todo mundo fala. Poucos entregam.

Você já viu aquela apresentação linda, cheio de buzzwords, que promete transformar o negócio do cliente com inteligência artificial? E depois, na prática, o resultado é um chatbot que não funciona direito ou um relatório bonito que ninguém usa?

O Meio & Mensagem trouxe uma notícia que confirma o que muita gente já sentia na pele: o mercado foi longe demais na hype e agora está pagando o preço em credibilidade.

Mas presta atenção: isso não é um problema só das grandes agências. É um problema que chega direto na mesa do empreendedor digital.

Por que isso importa pra você que vende online

Se você vende infoproduto, serviço, mentoria, ou qualquer coisa no digital, você provavelmente já foi convencido a usar IA de algum jeito. E aí vem a tentação de prometer demais para o seu cliente também.

“Com a minha mentoria você vai automatizar tudo com IA.” “Meu método usa inteligência artificial para triplicar seus resultados.” Soa familiar?

O ponto que o Publicis levanta, e que eu acho fundamental, é que a corrida para parecer relevante com IA está destruindo a confiança. E confiança é o único ativo que realmente escala no longo prazo, por mais que a palavra “escala” esteja na moda.

Quando você promete que a IA vai fazer X e ela entrega 0,3X, o seu cliente não culpa a tecnologia. Ele te culpa.

IA e geração de valor real: o que isso significa na prática

Aqui no Freesider, eu tenho puxado essa conversa há um tempo. Não porque eu sou cético em relação à IA, pelo contrário. Eu uso, implemento nos produtos, construí o AiPost em cima dessa tecnologia. Mas existe uma diferença enorme entre usar IA para resolver um problema real e usar IA para parecer moderno no pitch.

IA e geração de valor de verdade significa uma coisa simples: o cliente ou o usuário percebe uma diferença concreta na vida dele depois de usar o que você entregou.

Economizou tempo. Gerou receita. Resolveu uma dor específica. Simples assim.

Aqui vai um exemplo prático do nosso ecossistema. O Brand Brain do Freesider PRO não existe para impressionar ninguém. Ele existe porque eu percebi que o aprendizado das sessões de Hot Seat morria dentro da sala. O insight que o João teve numa mentoria ficava só com o João. Com o sistema rodando, aquele insight vira contexto para os agentes de IA e beneficia todo mundo da comunidade. Isso é IA gerando valor real.

Sem promessa inflada. Com entrega concreta.

Como usar isso amanhã no seu negócio

Primeiro passo: faça um inventário honesto de tudo que você prometeu que a IA faria no seu negócio ou para os seus clientes.

Segundo passo: compare com o que realmente foi entregue.

Se tiver uma distância grande entre os dois, você tem um problema de posicionamento que vai cobrar o preço mais tarde. Normalmente, cobra na renovação que não acontece, no churn que você não entende, na indicação que nunca vem.

Algumas perguntas que ajudam a calibrar isso:

  • Qual problema específico a IA resolve para o meu cliente hoje, não no futuro?
  • Eu consigo mostrar um resultado concreto em até 30 dias?
  • O que eu estou prometendo já foi testado ou é só teoria?
  • Se a IA parar de funcionar amanhã, meu produto ainda tem valor?

Se você travar na última pergunta, atenção. IA e geração de valor real precisa partir de uma base sólida, não de uma dependência cega da tecnologia.

Minha opinião sobre o movimento do Publicis

Acho corajoso. E necessário.

Mas, sendo honesto, é também um movimento estratégico. O Publicis está posicionando a própria holding como a empresa que “fala a verdade” num mercado cheio de enrolação. É branding disfarçado de autocrítica. E funciona muito bem.

Isso não invalida a mensagem. A mensagem é certa. Só que ela é mais fácil de dizer quando você é uma holding bilionária com capacidade de absorver o custo de ser honesta.

Para o empreendedor digital que está construindo o negócio do zero, a pressão para entrar na onda da hype é muito maior. Porque parece que se você não falar em IA a cada três posts, você ficou para trás.

Mas é exatamente aí que está a oportunidade.

Quando todo mundo promete demais, quem entrega o que prometeu se torna raro. E raridade tem preço alto.

O mercado vai passar por uma filtragem nos próximos meses. Quem construiu negócio em cima de promessa vazia vai sentir. Quem focou em IA e geração de valor real, com entrega verificável, vai colher.

O alerta do Publicis em Cannes não é sobre IA ser boa ou ruim. É sobre integridade. E integridade no negócio digital não é diferencial, é requisito de sobrevivência.

Você pode continuar prometendo o que a IA ainda não consegue entregar. Ou pode ser a pessoa que chega na conversa com o cliente dizendo: “Olha, vou te mostrar o que a IA faz de verdade no meu produto.” E deixa o resultado falar.

Essa segunda postura é mais difícil de vender no curto prazo. Mas é a única que constrói reputação no longo prazo.

E reputação, diferente de hype, não tem prazo de validade.


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Fagnêr Bórgès

Empreendedor digital e criador do Movimento Freesider. Ajudo pessoas a conquistar liberdade de tempo e geografia através de negócios digitais e inteligência artificial. Fundador da Praia Digital, criador do Start Digital, Freesider PRO e AiPost. Já ajudei centenas de alunos a tirarem seus projetos do papel e viverem do digital.