Conar suspende anúncio de caneta emagrecedora da EMS

Conar suspende anúncio de caneta emagrecedora da EMS

Uma influenciadora fala que a “caneta emagrecedora chegou com preço acessível” e o Conar entra em campo pra suspender o anúncio. Isso é o tipo de notícia que todo mundo que vive de internet devia colar na parede. Porque não é sobre a EMS. É sobre você, que vende infoproduto, curso ou mentoria e acha que publicidade é só falar bonito.

O que aconteceu

Segundo o Meio & Mensagem, o Conselho de Ética do Conar se reuniu na última quinta-feira e determinou a sustação de uma peça publicitária da EMS. O caso envolve um vídeo da influenciadora Camila Dias no Instagram, em que ela dizia que a “caneta emagrecedora brasileira chegou com preço super acessível”.

A EMS foi a primeira farmacêutica brasileira a lançar versões nacionais desse tipo de medicamento, que virou febre nos últimos anos. E aí mora o problema: quando um produto vira febre, todo mundo quer surfar na onda, inclusive com discurso publicitário mais solto do que deveria.

O Conar existe justamente pra isso. Ele não é órgão do governo, é autorregulamentação do próprio mercado publicitário. E quando ele suspende um anúncio de caneta emagrecedora EMS, está mandando um recado claro pro setor inteiro: cuidado com o que você promete, principalmente quando o assunto é saúde e corpo.

Por que isso importa pro empreendedor digital

Você pode estar pensando “eu não vendo remédio, isso não me afeta”. Errado. Se você trabalha com marketing de influência, produto digital, curso online ou qualquer coisa que dependa de anúncio e de influenciador falando bem do seu negócio, esse caso é um espelho.

O caso da caneta emagrecedora EMS mostra três coisas que valem pra qualquer nicho digital:

  • Promessa de resultado rápido ou fácil sempre atrai escrutínio, seja do Conar, seja da comunidade
  • Influenciador que fala do seu produto é extensão da sua marca, e o erro dele vira problema seu
  • “Preço acessível” é palavra perigosa quando o produto mexe com saúde, dinheiro ou expectativa de vida das pessoas

Eu vejo isso o tempo todo no mercado de infoprodutos. Gente prometendo “renda passiva em 30 dias” ou “método infalível” sem nenhum cuidado com o que aquilo realmente significa pra quem está do outro lado da tela. A caneta emagrecedora EMS virou notícia porque tem regulação forte em cima. Curso online não tem essa fiscalização toda, mas isso não significa que você pode fazer qualquer promessa.

Como usar isso na prática

Se você trabalha com afiliados, influenciadores ou anúncios pagos, faz esse checklist amanhã de manhã:

  • Releia o roteiro que você passa pros seus divulgadores. Tem alguma promessa que soa boa demais pra ser verdade?
  • Troque “resultado garantido” por “o que esse produto realmente entrega, com prazo e condição real”
  • Se você usa IA pra gerar copy de anúncio, revise manualmente antes de publicar. A IA exagera quando você não dá limite claro no prompt
  • Documente o que cada influenciador vai falar antes de gravar. Isso evita que a boa vontade dele vire problema jurídico seu

Aqui no Freesider a gente ensina isso desde o início: liberdade de tempo não vem de vender rápido e sumir. Vem de construir um negócio que aguenta escrutínio, que sobrevive a uma reclamação, que não depende de exagero pra converter. O caso da caneta emagrecedora EMS é caro pra farmacêutica porque envolve dinheiro grande e reputação de marca nacional. Pro empreendedor digital pequeno, o custo de um exagero pode ser silencioso: você perde credibilidade e nem percebe até o público sumir.

Minha opinião

Eu acho ótimo que o Conar tenha suspendido esse anúncio. E não é porque eu sou contra caneta emagrecedora, remédio pra emagrecer ou qualquer produto de saúde vendido de forma séria. É porque “preço super acessível” pra um medicamento que mexe com metabolismo, apetite e hormônio das pessoas é uma frase perigosa demais pra sair solta num Reels sem contexto nenhum.

Empreendedorismo saudável não é vender o máximo possível o mais rápido possível. É vender de um jeito que você consegue explicar pra qualquer órgão de fiscalização, pra qualquer cliente insatisfeito, sem gaguejar.

O que me incomoda nesse tipo de história não é a EMS especificamente. É o padrão. Toda vez que um produto vira hype, seja caneta emagrecedora, seja curso de “ganhe dinheiro com IA”, aparece um exército de gente disposta a falar qualquer coisa pra vender mais rápido. E quem paga o pato lá na frente é o consumidor, que compra achando que vai ter um resultado que ninguém garantiu de verdade.

Se você usa IA pra escalar produção de conteúdo e anúncio, essa é a hora de colocar um filtro humano em cima. A ferramenta que a gente usa aqui no ecossistema, tipo o AiPost, ajuda a produzir conteúdo rápido, mas a responsabilidade de checar se a promessa é real continua sendo sua. Velocidade sem responsabilidade é a receita pra virar a próxima notícia de suspensão, só que no seu nicho.

No fim das contas, o caso da caneta emagrecedora EMS é um lembrete simples: construir marca de verdade dá mais trabalho do que fazer um anúncio chamativo. Mas é o único jeito de durar. Quem quiser entender melhor os detalhes do caso, vale a pena conferir a matéria original no Meio & Mensagem.


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Fagnêr Bórgès

Empreendedor digital e criador do Movimento Freesider. Ajudo pessoas a conquistar liberdade de tempo e geografia através de negócios digitais e inteligência artificial. Fundador da Praia Digital, criador do Start Digital, Freesider PRO e AiPost. Já ajudei centenas de alunos a tirarem seus projetos do papel e viverem do digital.